



A Deriva
Brasil 2009 – 103 min
estreia 31/07/2009
Gênero Drama
Distribuição: Paramount
Direção: Heitor Dhalia
Com Camilla Belle, Vincent Cassel,
Déborah Bloch, Laura Neiva, Cauã Reymond.
Textos de Luciano Ramos (jornalista, sociólogo e escritor paulista) sobre crítica de filmes nacionais e internacionais, reflexão a respeito da arte cinematográfica, notícias sobre o mundo do cinema, inserção do cinema na história da cultura, patrimônio histórico e cultural.
A Deriva
Brasil 2009 – 103 min
estreia 31/07/2009
Gênero Drama
Distribuição: Paramount
Direção: Heitor Dhalia
Com Camilla Belle, Vincent Cassel,
Déborah Bloch, Laura Neiva, Cauã Reymond.
Editor Geral
Doutor em Cinema pela Unicamp. Crítico de cinema da Rádio Cultura FM, no programa CINEMA FALADO. Exerceu a crítica de cinema na Rádio USP, no Jornal da Tarde e na Folha de São Paulo. Dirigiu o Departamento de cinema da Rede Bandeirantes. Roteirista das minisséries "Avenida Paulista" e "Moinhos de Vento", bem como da novela "Champanhe" da Rede Globo.
Todos os textos aqui presentes no blog são de sua autoria.
6 comentários:
"A Menina Santa" é um belo exercício de descontrução cinematográfica. Tudo está no sugestivo, no que paira nas entrelinhas. Ainda não vi "À Deriva".
Parabéns pelo blog Luciano!
abraços
Fui ver o filme "A Garota Ideal". Você assistiu? O filme é excelente, mas ficou apenas uma semana em cartaz no GNC cinemas, e agora está apenas em um cinema classe B.
O filme foi vendido como comédia romântica (o cartaz e o título não ajudam muito), mas é um drama muito bem elaborado.
Vale a pena conferir.
Abraços.
Oi Paloma,
Tem um comentário sobre esse filme "A Garota Ideal" neste blog. É de fato um drama sobre a incontornável solidão humana. Acaba de ser lançado em DVD. ABS
Ainda sobre "Confissoões de uma..." realmente, Luciano, talvez a força do filme esteja mesmo nesse retrato de um mundo sem sentido. Estamos em contato.
abraços
Bruno
Muito legal a comparação com os estudos da arquitetura e urbanismo. Não sabia que os arquitetos usavam essa terminologia. Com certeza Filipa está descobrindo o "mapa" até então desconhecido de sua história pessoal e familiar no decorrer de "À Deriva". Agora, não entendi essa história de crítica ao realismo. Por que diz isso? Abs. Parabéns pelo blog Luciano!
Oi Edson,
A idéia de realismo nasceu no século XX como uma tentativa de resgatar a imagem de qualquer viés interpretativo, como se isso fosse viável. Como se a realidade, em si, fosse tangível a ponto de poder ser contida num filme. Era uma reação ao discurso organizado do cineasta, que sempre se impõe ao filme como dominante. Hoje se reconhece que a máquina de filmar pode ser neutra, mas o operador que opera a câmera nunca pode sê-lo. Ou seja, toda e qualquer tomada cinematográfica se refere a um ponto de vista particular e, portanto, denota apenas um fragmento do que pode ser chamado de realidade. Na pintura, por exemplo, o cubismo veio para quebrar essa hegemonia cartesiana do ponto de vista único e absolutista. No cinema, em 1950 Akira Kurosawa retomou essa discussão com "Rashomon". Mas Hitchcock já tinha levantado esse tema com "Suspeita", de 1941. A personagem de Joan Fontaine acredita piamente que o marido (Cary Grant) pretende matá-la. Qualquer pessoa pensaria o mesmo, se tivesse visto que ela vira, ignorando o outro lado da moeda. E a personagem de Laura Neiva, como não podia deixar de ser, também se engana e nos confunde. E nisso ela é "real": os adolescentes costumam agir assim, acreditando de cara no que os olhos vêem, isto é, enxergando apenas o que se encontra a um palmo à frente do nariz.
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