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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A animação brasileira ganha novos apoiadores e se torna uma área crescente no nosso cinema


Cartaz de "O Menino e o Mundo", recente aclamada animação brasileira

O desenho animado é uma modalidade cinematográfica atualmente em expansão no Brasil. Algumas produções brasileiras estão disputando festivais ao redor do mundo e já temos faculdades de Comunicação abrindo graduações e pós-graduações nessa área – o que há poucos anos era algo impensável entre nós – mas poderá estar à disposição dos cineastas do futuro 
A produtora paulista Moonshot, do experiente Roberto D´Avila, fechou contrato de coprodução com a jovem Tortuga Studios, empresa brasileira especializada em animação e live action, para o desenvolvimento de uma série de ação chamada "Alex Green". Ela será filmada em stop motion e cut-out, ou seja, a partir de material recortado . Essa terminologia típica de laboratório de informática indica que o desenho animado industrial brasileiro já está nascendo em berço tecnológico.  
Com o nome emprestado de um físico famoso, "Alex Green" narra as aventura de um garoto de 13 anos que pretende se tornar um mago. Criada pela Moonshot, a série terá 52 episódios de conteúdos voltados para magia, aventuras épicas medievais e ficção científica com sotaque brasileiro.

Este projeto inaugurou o ensino verdadeiramente profissional para os alunos que estão se graduando em animação pela FAAP. A ideia é associar ensino e treinamento em técnicas de animação, de acordo com de Roberto d´Avila ao lado de Eliseu de Sousa Lopes Filho, que concebeu o curso de Animação da FAAP.

E a fila segue com a Migdal Filmes anunciando outra série brasileira de animação. É a "Condomínio", inspirada nas tirinhas de Laerte e exibida pelo Canal Brasil. Serão dez episódios de 11 minutos cada, com cinco ou seis esquetes ligados por um tema. O projeto vai retratar o dia a dia dos impagáveis moradores de um condomínio de classe média em São Paulo. A graça vem deles serem obrigados a conviver apesar das suas desavenças.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Veja alguns filmes selecionados por programas de incentivo ao audiovisual



Luiz Bolognesi, que fará um workshop do Edital para Filmes Transformadores


Houve um tempo em que o sistema de produção de filmes no Brasil envolvia volumes menores e com menos gente trabalhando. Os produtores usavam as suas economias ou procuravam financiamento em bancos. Em seguida, contratavam técnicos e artistas, compravam filme virgem, filmavam, montavam, divulgavam e finalmente aguardavam o público se manifestar pelas bilheterias. Agora que existe o mecenato e os incentivos fiscais para o audiovisual, se espalha uma nervosa busca pelos editais que selecionam os agraciados para receber o patrocínio.Atualmente fala-se muito de um Edital para Filmes Transformadores, que tem o apoio da produtora e gravadora Universal. Houve uma etapa inicial que escolheu 5 finalistas. Eles participaram de um workshop com o cineasta Luiz Bolognesi que, até o fim desta semana, irá trabalhar com as equipes para o aprofundamento dos roteiros. A gravadora Universal vai oferecer como insumo o licenciamento gratuito de 80 obras musicais para serem utilizadas, nas trilhas sonoras. Essa é uma face sonora do marketing

Dos 172 inscritos participam da etapa final apenas cinco projetos, que também receberão da Coca Cola 1 milhão de reais cada. São eles:

“A Revolução Será Televisionada", de Paschoal Samora,
"Azul Calcinha", de Rafael Primot,
"Do Jeito que São", de Bianca Lenti,
"Eleições", de Alice Riff, e
"Para Além dos Tribunais", de Flávio Botelho.

Todos esses produtores são do Rio e de SP. E também prossegue o cobiçado Programa Brasil de Todas as Telas, comandado pela Ancine e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O dinheiro para 6 projetos vem desse banco e de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, no total de R$ 5,13 milhões. Os felizardos são quatro séries para a televisão, além de um telefilme e um longa-metragem de ficção. São eles:

“Opção América" – de Adriana Dutra, Série documental do Canal Brasil, sobre imigrantes latinos.
"O Oráculo das Borboletas Amarelas" – de Tatiana Nequete, Série de ficção da Empresa Brasil de Comunicação, sobre uma menina que reage ao câncer de seu avo;
"A Cara do Futuro” - Série documental de Diego Maceiras sobre tecnologias de ponta e pesquisas inovadoras criadas no Brasil.
"Destino Incomum" – Civilizações perdidas" – Série documental de Henrique Castro Mendel, sobra locais em que, no passado, floresceram grandes civilizações.
"Um Filme de Verão" de Jo Serfaty – Telefilme documentário sobre quatro jovens moradores de favela, que poucas vezes saíram de seu bairro para circular pela cidade.
"4 x 100", de Tomás Portella – Longa-metragem de ficção, sobre os dramas e conflitos de moças que foram atletas olímpicas;

Vamos tomar nota de todos esses nomes todos, só pra ver se, um dia, 10%, ou pelo menos um esses títulos vier a ser lançado... Isso seria uma esperança de recuperação para o dinheiro público aí investido e de divulgação para todos aqueles que trabalharam nesses 11 filmes..
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