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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Novidades no "Cinema Falado": avaliação dos filmes analisados, com cotações em estrelas

Em contato direto com alguns leitores, conclui que neste blog, além das críticas dos filmes, faltava indicar ao leitor quais dentre os analisados são os espetáculos verdadeiramente indispensáveis, do ponto de vista estético. "Fita Branca" (foto acima), por exemplo, teria cinco estrelas, enquanto "A Ilha do Medo" (foto abaixo) ficaria com quatro. Quais os que mereceriam quatro ou cinco estrelas, se estivessem incluídos num dicionário, numa página de jornal ou de um guia, como o que eu editava para a Nova Cultural, nos anos 80? Naquela redação, eu contava com uma dezena de colaboradores e, por isso, as cotações em termos de “estrelas” precisavam obedecer a um critério relativamente objetivo, que pode ser resumido da seguinte maneira:
Qualquer filme pode ser arbitrariamente dividido em cinco aspectos constitutivos. O argumento é o nível de conteúdo do filme, pelo qual se avaliam suas idéias e significados: se é superficial, se é original, se reflete com honestidade um episódio histórico. Ao roteiro corresponde a estrutura do filme, revelando o ritmo das ações, a fluência da narrativa, seu grau de interesse, a criatividade das soluções e os diálogos. No elenco, se encontra o trabalho dos artistas. A interpretação de cada um e sua adequação aos papéis. A produção designa o nível físico do espetáculo: cenários, figurinos, fotografia, iluminação, trilha sonora, efeitos especiais e montagem. Já a direção significa a instância mais elevada de autoria do produto. O diretor é, em suma, o regente da orquestra, responsável pela afinação e harmonia de todos os anteriores que, juntos, determinam a qualidade do espetáculo.
As estrelas, enfim, apontam para uma qualidade marcante em cada um desses aspectos. Uma obra é excelente, quando agrada em todos os cinco. Pode ser considerada ótima, ao acertar em quatro, e boa, ao se destacar em três. Se mostra apenas duas áreas aceitáveis, pode ser vista como regular e, se só tiver uma estrela, é sem dúvida uma realização fraca. A identificação dessas qualidades, no entanto, depende do olhar pessoal de cada crítico: a sagrada cidadela da sua subjetividade de indivíduo. No século 19, Baudelaire já notava que “em sua linguagem o crítico investe toda a parcialidade de seu olhar – é ficando mais perto de sua paixão que ele consegue ser universal – pois essa paixão subjetiva tem o mesmo fundamento que a do artista e, potencialmente do público”. Por exemplo, "Coração Selvagem" (foto acima) levaria três estrelas: elenco, argumento e direção. Já "Um Sonho Possível" (foto abaixo), mereceria duas estrelas, pelo elenco e pela produção.

Fraco
*
Regular
**
Bom
***
Ótimo
****
Excelente
*****

Um comentário:

Utopia disse...

Olá!

Meu nome é Douglas Santos e trabalho na agência publicitária Núcleo da Idéia Comunicação. Gostaria de um e-mail para que possamos entrar em contato direto. Por favor, envie para utopiaebarbarieofilme@gmail.com

Aguardo resposta e agradeço pela atenção.