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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

“Coincidências do Amor” surpreende, com um drama embutido na comédia

Provavelmente pela presença de Jeniffer Aniston, “Coincidências do Amor” (The Switch) da dupla de diretores Will Speck e Josh Gordon (“Escorregando para a Glória”), foi mal interpretado pelos críticos. Olhando bem, o filme tem na estrela da série “Friends” quase uma mera coadjuvante, porque na verdade a trama toda gira em torno do personagem de Jason Bateman (“Juno”, 2007). Especialmente em seu relacionamento com um garoto de sete anos, ou seja, o filho que ele não sabe ser seu e que se afeiçoa a ele, antes de saber que se tratava do verdadeiro pai. Isso lembra uma linha melodramática de novela, mas é matéria prima de uma comédia de costumes bastante perspicaz.
O roteiro foi escrito por Alan Loeb, roteirista do filme “Wall Street – O Dinheiro nunca dorme”, que estréia na semana que vem e que se baseia num conto de Jeffrey Eugenides, também autor de “As Virgens Suicidas” (1999), de Sofia Coppola, o que ajuda a explicar o tom agridoce. Logo no início, sobre imagens de pessoas andando apressadas pela rua, uma voz em off enuncia uma simples, porém correta reflexão sobre a vida urbana: “estamos sempre correndo, mas sempre atrasados... talvez isso seja o que se chama de human race”. Aí o roteiro faz um trocadilho com a palavra inglesa race, que significa tanto corrida, quanto raça mesmo. Isto é, talvez esse corre-corre incessante seja inerente aos humanos e o principal motivo pelo qual muita gente tende a não reparar no que está diante do nariz e valorize mais o que se acha inacessível. São as tais “coisas tangíveis (que) tornam-se insensíveis à palma da mão”, mencionadas por Carlos Drummond em seu poema “Memória”.
Parece uma divagação minha, mas é a essência do filme, construída sobre um relacionamento de amizade aparentemente platônica entre um homem (Bateman)e uma mulher (Aniston), ambos solteiros. Um dia ela resolve ser mãe, mesmo sem ter qualquer marido à vista. Como apresentadora de TV e, portanto, uma pessoa midiática, ela prefere divulgar amplamente essa decisão, que muitos considerariam íntima, e chega a dar uma festa para apresentar aos parentes e amigos o doador da semente (Patrick Wilson, de “Watchmen”) por meio da qual ela viabilizaria o bebê. Enciumado, o amigo se embebeda e troca a semente encomendada pela sua própria. No dia seguinte a amiga se muda para outra cidade e ele se esquece de tudo, mas, sete anos depois, aparece um menino que é uma verdadeira miniatura dele. É aí que o filme de fato começa, apresentando sequencias cômicas e tocantes desse qüiproquó, absurdo o suficiente para dar vibração e vida a uma boa comédia de viés dramático.
COINCIDÊNCIAS DO AMOR
The Switch
estreia 17 09 2010
EUA - 2010 – 101 min. - 12 anos
Gênero: Comédia/ Costumes/ Família
Distribuição Imagem
Direção Will Speck, Josh Gordon
Com Jennifer Aniston, Patrick Wilson e Jason Bateman
COTAÇÃO
* * *
B O M

2 comentários:

Loma disse...

Vou tentar assistir sexta, se ainda estiver em cartaz!

Aryane Moren disse...

Eu assisti e adorei.