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sábado, 6 de agosto de 2011

“Não se preocupe, nada vai dar certo” é uma comédia em que, de fato, nada dá certo

Está bem que Hugo Carvana seja uma instituição no Cinema Novo, embora tenha começado trabalhando em chanchadas. Que dedicou a vida ao cinema, ainda que tenha feito mais novelas do que filmes. E que seja um respeitável senhor de 74 anos, extremamente simpático e bem intencionado, mas o filme “Não se preocupe, nada vai dar certo” é fiel ao próprio título e fracassa no mais difícil dos projetos artísticos que é o de fazer rir. O veterano Tarcísio Meira e o novato Gregório Duvivier interpretam pai e filho que percorrem o país com um show de humor na linha dos standup comics – uma espécie de “caravana rolidei” em homenagem ao clássico “Bye bye Brasil”, de Cacá Diégues. No começo, o filme tem algo de “Gaviões e Passarinhos” do Pasolini, e Duvivier se esmera em reproduzir um estilo de piadas na esteira de Woody Allen, mas depois a comicidade não engata. Os dois se separam quando o mais novo é contratado para se passar por um guru indiano, num serviço que ultrapassa a malandragem e chega ao estelionato. Revoltado por ter sido abandonado, o pai dá o troco e complica tudo, com a ajuda do próprio Carvana que se finge de padre para descolar donativos. Mas o maior crime deles todos é não terem a menor graça. Quanto às boas intenções, o filme critica o abandono aos idosos e a crescente corrupção no país. Se salva, porém, Tarcísio Meira que ganhou a vida como galã e que na verdade é um excelente ator cômico.

NÃO SE PREOCUPE NADA VAI DAR CERTO
Brasil, 2011, 99 min, 12 anos
estreia 05 07 2011
gênero comédia
Distribuição Imagem filmes
Direção Hugo Carvana
Com Ângela Vieira, Tarcísio Meira,
Gregório Duvivier, Flavia Alessandra
COTAÇÃO
*
FRACO

3 comentários:

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Caramba, Luciano, a Folha deu 4 estrelas para ela! Essa vou ter que ver com meus próprios olhos.

Tudo bem contigo? Como vão os estudos?

Abss
Dani

Luciano Ramos disse...

Sinto muito ter colocado vocês nesse dilema. Mas, a subjetividade é inerente à crítica. Vale para mim e para a pessoa da Folha que avaliou o filme.

Enaldo disse...

Atores de novelas, de modo geral,não me estimulam a sair de casa para ir ao cinema. A única exceção é o Selton Mello.