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sábado, 14 de novembro de 2015

"Capital Humano" e "Sicário": dois filmes em cartaz que se acham na corrida para o Oscar

O titulo italiano indicado neste ano para competir ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro é Capital Humano. A direção é de Paolo Virzì, um cineasta toscano que aos 51 anos alcança um inegável prestígio em seu país. O filme conquistou alguns dos mais disputados prêmios da Europa, incluindo o “David de Donatello”, concedido pela Academia Italiana de Cinema.
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https://www.youtube.com/watch?v=NI3CtRyyM7g)
No centro da trama, temos a atuação levemente cômica do astro Fabrizio Bentivoglio, ainda que as participações mais marcantes sejam as das atrizes Valeria Golino e, principalmente, de Valeria Bruni Tedeschi  (FOTO ACIMA), ela que foi casada com o galã francês Louis Garrel.
Ainda que fascinante, a história é propositalmente confusa e de difícil compreensão. O roteiro mostra um acidente automobilístico tal como foi interpretado por três personagens diferentes. As três versões são apresentadas sob a forma de capítulos, com o apoio de um longo flashback. Essa é uma técnica narrativa cuja invenção é tradicionalmente atribuída a Akira Kurosawa em seu drama “Roshomon”de 1950. 
Mas há uma curiosa equivalência entre este e “Sicário”, do canadense Denis Villeneuve, com Emily Blunt, outro filme que também se acha próximo do Oscar. (FOTO ABAIXO) Os estilos e os argumentos de cada filme se diferenciam muito. “Capital Humano” fala das transformações na sociedade italiana atual, enquanto “Sicário” aborda a colaboração entre os policiais americanos e a os bandidos que atuam além da fronteira mexicana. Mas ambos contrariam algumas das regras que regem a dramaturgia cinematográfica. O cineasta Alfred Hitchcock já chamava atenção para as diferenças entre os gêneros do mistério e o suspense e para a inconveniência de juntar as duas coisas.
Nos dois casos os filmes se iniciam se desenvolvem sem que as informações básicas sobre o enredo tenham sido fornecidas. No filme italiano acontece um acidente e um ciclista é atropelado e o motorista foge da cena. O responsável pelo crime permanecerá desconhecido durante todo o filme, embora tenha fundamental importância no desenrolar dos acontecimentos.
O mesmo ocorre com “Sicário”, em que a protagonista, uma policial vivida pro Emily Blunt, não tem ideia de quem são os companheiros que partilham com ela a missão de enfrentar uma quadrilha de traficantes mexicanos que atuam na fronteira americana. Apesar disso, ambos os filmes prendem a nossa atenção do como ao fim. E ainda por cima, nos revelam dados e verdades importantes sobre as realidades da Itália e dos EUA. 

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