Encontre o que precisa buscando por aqui. Por exemplo: digite o título do filme que quer pesquisar

sábado, 24 de junho de 2017

Em mais uma edição o CineOP mostra seu amor pela a história do cinema nacional


Evento durante o festival de Ouro Preto

O CineOP é um evento “sui generis”, porque combina o clima alegre de um festival competitivo com a concentração intelectual de um congresso de pesquisadores. No discreto, mas espaçoso Cine Vila Rica, a noite de estreia da 12ª edição do CineOP foi aquecida pela pré-estreia mundial do longa “Desarquivando Alice Gonzaga”, dirigido por Betse de Paula.

O título do filme, aliás, é uma brincadeira dessa cineasta - filha do diretor Zelito Viana e sobrinha de Chico Anísio. “Desarquivando Alice Gonzaga” tem a ver com pesquisa de filmes e com o lendário país das maravilhas. Quando menina, esta Alice desvendou mundo do cinema pelas mãos do pai Adhemar Gonzaga – um dos pioneiros da produção industrial do cinema no Brasil. Ele foi um dos fundadores da Cinédia – empresa que legou à história obras como “Bonequinha de Seda”, “Ganga Bruta” e “O Ébrio” – aliás, o maior sucesso de bilheteria do Brasil, entre outros 48 títulos.
Na qualidade de um evento comprometido com a história do cinema no país, todo o ano Ouro Preto costuma homenagear figuras que contribuíram para dar corpo e alma a essa evolução. Na noite de abertura, tivemos homenagens para personalidades com a importância da montadora Cristina Amaral. Ela foi parceira de trabalho de criadores fundamentais – casos, por exemplo, de Carlos Reichenbach, Andrea Tonacci e Carlos Adriano.

Outro homenageado em Ouro Preto foi o colecionador e pesquisador Antônio Leão da Silva Neto – ele que é autor de diversos dicionários indispensáveis para o estudo em profundidade do cinema brasileiro. Homenageou-se também e o projeto “Vídeo nas Aldeias”, de Vincent Carelli, que comemora 30 anos se dedicando a essa bela iniciativa de difusão audiovisual entre os indígenas.

Lembrando as três linhas mestras da CineOP – ou seja, as temáticas de Preservação, História e Educação – neste ano o evento seguirá a prioridade de colocar em evidência os registros e as formas de olhar daqueles grupos que, há muito tempo, tem sido ignorados pelos processos dominantes de preservação e produção. Neste momento em que as discussões sobre democracia e inclusão social vêm ganhando mais espaço, é necessário dar ouvidos ao que se diz na tribuna do 12º Cine Op.... 

Nenhum comentário: