
Ainda que isso não signifique um tipo de elogio, “Reis e Ratos” é uma prova de que o chamado “cinema marginal”, ou “de invenção” fez escola no Brasil. Até o dia 12, aliás, prossegue no CCBB uma mostra chamada “Jairo Ferreira – Cinema de Invenção”, cujo título é uma homenagem ao crítico paulista que se engajou naquele movimento desenvolvido nos anos 1960 e 70, como uma reação ao cinema novo, que realizara uma espécie de pacto com a ditadura e tinha, de certa forma, se assenhoreado da Embrafilme. Alguns dos diretores daquele ciclo como Rogério Sganzerla, Neville de Almeida e principalmente Ivan Cardoso são citados explícita e veladamente ao longo deste filme dirigido por Mauro Lima, que fez o bem resolvido e biográfico “Meu nome não é Johnny” (2008). Desta vez ele cria uma paródia dos acontecimentos anteriores ao golpe militar de 1964, por meio de duas figuras que parecem ter saído de um gibi underground. São dois agentes da CIA trabalhando para derrubar o governo com o apoio do embaixador dos EUA (Hélio Ribeiro), mais um latifundiário mineiro (Orã Figueiredo), e um ex-cafetão (Rodrigo Santoro).


Nenhum comentário:
Postar um comentário