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terça-feira, 16 de novembro de 2010

"Minhas mães, meu pai", só arrisque se não tiver mais nada para fazer...

"Minhas mães, meu pai" é quase a história de um triângulo. Não diria amoroso, mas psicológico. As personagens de Anette Bening, Julianne Moore são casadas. Casadas entre si, há mais de 15 anos. E formam uma família estável, até porque tem dois filhos adolescentes gerados por meio de inseminação artificial. O curioso é que entre elas se reproduz uma forma de relacionamento tipicamente heterossexual, em que há um chefe provedor da família e uma esposa de prendas domésticas e economicamente dependente. Acontece que os filhos acabam descobrindo a identidade do homem que doara o, digamos... material usado na inseminação que lhes deu origem. Em outras palavras, o seu progenitor biológico, vivido por Mark Ruffalo, com quem passam a se relacionar e a fazer amizade. Destaque pera o filho interpretado por Josh Hutcherson que, com apenas 18 anos, já fez mais de 30 filmes, inclusive como protagonista ("ABC do Amor", 2005). E para para a princesinha australiana Mia Wasikowska, que foi a Alice de Tim Burton. Quanto a Mark Ruffalo, continua imitando Marlon Brando.
Enquanto os jovens se encantam pela personalidade do pai, Julianne Moore fica atraída sexualmente por ele. Sem revelar ao ouvinte o desfecho da trama, podemos adiantar que ela se mostra extremamente cruel para o infeliz que cai na asneira de se apaixonar pelos filhos que nem sabia que tinha e... pela mãe deles. Ultimamente têm aparecido diversos filmes baseados em casos de amor homossexual. Dramas ou comédias, a maioria deles, porém, se constroem a partir de histórias que não mudariam em nada, se fossem conduzidas por personagens de sexos diferentes. Só ficaraim mais banais ainda. Não é o caso do excelente “O Direito de Amar”, de Tom Ford, mas é sem dúvida o deste dispensável "Minhas Mães, Meu Pai", dirigido por Lisa Cholodenko.
MINHAS MÃES, MEU PAI
The Kids Are All Right
estreia 12 11 2020
EUA – 2010 - 106 min. – 16 anos
Gênero Drama / comédia de costumes / família
Distribuição: Imagem Filmes
Direção Lisa Cholodenko
Com Anette Bening, Julianne Moore e Marc Ruffalo
COTAÇÃO
* *
REGULAR

Um comentário:

Danielle disse...

Luciano, você não gostou mesmo desse, hein! Bem, eu achei até que decente - embora o triângulo amoroso seja meio ridículo.

Parece que o filme responde a uma preocupação dos norte-americanos cujas famílias foram compostas a partir de doação de esperma, de que os doadores as deixem viver suas próprias vidas.

Bjs
Dani